Inclusão social, um trabalho de todos.

Tratar da inclusão social, ainda, nos tempos de hoje é muito dificil, mas devemos nos dedicar para que isso deixe de ser uma situação complicada, e passe a ser natural, para que tanto as crianças que tem deficiência quanto a que não tem façam trocas de informações e vivência, que se socializem em um ambiente tranquilo e normal. E na fase escolar é onde isso pode acontecer de forma natural.

Esse é um trabalho que deve ser realizado em conjunto, em parceria, escola e família. Temos que nos dedicar e investir no como um todo.

Precisamos facilitar os acessos e ensinar as nossas crianças como cuidar dos seus amigos “especiais”, sendo educado, prestativo e sabendo se por no lugar do outro, práticar a empatia com o próximo.

Precisamos investir em estudos para que nossos educadores tenham capacidade de trabalhar essas diferenças, trazendo o que a de melhor em cada um para que com isso facilite o seu trabalho e a inclusão do mesmo.

Temos que ser mais acolhedores, assim fica um pouco mais fácil.

Incluir não é só para cumprir cota, incluir é tratar igual, corrigir e cobrar.

Todos são capazes e não temos limites para novos aprendizados.

Vejam uma entrevista realizada com a psicopedagóga Ana Carolina, sobre uma de suas experiencias com crianças "especiais".

 

Como foi sua reação ao saber que teria um aluno especial?

 

Inicialmente sempre dá uma certa insegurança. Porque por mais que tivesse estudado a respeito de crianças portatoras de necessidades especiais, já sabia que cada ser é único.

 

Como conseguiu desenvolver essa tarefa?

 

Conversei muito com minha coordenadora pedagógica da época, tive o apoio da psicóloga que atendia a escola e também fui pesquisar quais recursos poderia utilizar no dia a dia com meu aluno.

 

Quais os métodos que utilizou para ajudar a criança na aprendizagem?

 

Na época estavamos em uma turma de alfabetização, porém a criança ainda não tinha os pré-requisitos para tais atividades. Então iniciamos um processo de coordenação motora fina e trabalhamos com o reconhecimento de gráfia das letras.

 

Qual foi a maior dificuldade?

 

A criança era agressiva. Sempre que era contrariada, ou por vezes até sem motivos aparente, mordia os colegas da classe, jogava os matériais no chão e mostrava-se muito nervosa.

 

Como docente, qual a sensação de ter um aluno especial e saber que você esta ajudando-o a se desenvolver cada dia melhor?

 

É uma sensação inexplicável. Tive a certeza de que a profissão que escolhi deve ser feita acima de tudo com muito amor.

 

Quais atividades proporcionava?

 

Atividades de socialização, pré-alfabetização, coordenação motora grossa e fina.

 

Como era o convívio com outras crianças?

 

Difícil, pois a criança era muito agressiva. Rejeitava bastante a presença e intervenção dos demais alunos.

 

Como era a resposta dada desse aluno a suas atividades e expectativas?

 

Era uma criança que embora fosse muito agitada, gostatva de determinadas atividades e propostas. Ao final do ano, ele já reconhecia as vogais e consoantes, escrevia o seu nome e começou a relacionar alguns sons.

 

Como era a sala e o número de alunos?

 

Era uma turma tranquila, com crianças de 6 anos, sendo um total de 18 alunos.

 

A escola era projetada considerando a inclusão de alunos com deficiências físicas e mentais?

 

Sim, apenas o acesso para quadra era feito pelas escadas.

 

Como era o espaço físico em relação a solos e rampas?

 

A escola era equipada com rampas, mas o acesso a quadra era somente pelas escadas.

 

Há recursos e tecnologias assistivas para trabalhar com esses alunos?

 

Somente a sala de infórmatica.

 

Há cursos de formação continuada periódica para capacitação dos docentes?

 

Periodicamente sim.

 

Há reunião periódica de discussão de casos e estratégias para inclusão dos alunos com deficiência?

 

Tinha reuniões quinzenais com o departamento de psicologia para tratarmos das questões desses alunos e dos demais também.

 

Os horários de intervalos são diferenciados entre Educação Infantil e Ensino Médio?

 

Sim

 

No intervalo tem brincadeiras dirigidas para alunos especiais com acompanhamento de monitores?

 

Não.

 

 

Vejam abaixo desenhos feitos por crianças relatando um de seus amigos especiais.

Porque seu amigo é diferente: Ele tem síndrome de down.

Como iniciou sua amizade? Nós nos conhecemos jogando bola na praça.

Como você trata o seu amigo? Com muito mais cuidado.

Esse é o desenho do Matheus Besso, ele tem 9 anos.

Porque seu amigo é diferente? Por que ele é albino.

Como iniciou sua amizade? Eu conheci ele na escola, na minha sala de aula.

Como você trata o seu amigo? Eu cuido dele e defendo, não gosto quando tiram sarro dele.

Esse é o desenho do Daniel, ele tem 10 anos.

Porque seu amigo é diferente? Por que faltou oxigênio no cérebro.

Como iniciou sua amizade? Na escola.

Como você trata o seu amigo? Com carinho.

Esse é o desenho da Giovana Greco, ela tem 9 anos.